Apadrinhamento: 3 vezes que um padrinho apoiou para que uma criança mudasse sua própria trajetória

Transformação de vidas! É isso que o ChildFund Brasil busca para milhares de crianças e adolescentes desde 1966, com o apoio e ajuda também de pessoas que viram suas vidas serem transformadas depois do apadrinhamento. Afinal, essa é uma belíssima oportunidade de se aprender mais sobre o amor ao próximo, sobre senso de justiça e solidariedade.

O ChildFund Brasil tem como missão promover a união entre pessoas que estão dispostas a ajudar, por meio do apadrinhamento, e pessoas que precisam dessa ajuda, neste caso, crianças e adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade. Essa ação possibilita que os beneficiados atinjam seu pleno potencial de desenvolvimento. Com a doação, você não ajuda apenas a criança ou adolescente, mas todo o ambiente em que eles estão inseridos, uma vez que os nossos projetos sociais são elaborados para toda a família e comunidade.

A seguir, você conhecerá três histórias de apadrinhamento que mudaram a vida de todos os envolvidos.

“A lembrança dos meus ex-padrinhos me motivou a apadrinhar”.

Esta frase é do Weverton que, assim como tantas outras crianças, teve uma infância muito difícil, a ponto de não ter arroz e feijão na mesa para alimentar sua família. Através do ChildFund Brasil e seu programa de apadrinhamento, Weverton viu sua vida mudar. Acompanhe o seu relato:

“Nasci em uma cidadezinha muito pobre chamada Itaobim, localizada na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Trata-se de uma das regiões mais pobres do país, onde a seca e a falta de recursos assola as famílias humildes, porém, de uma índole invejável. É um povo que sofre com a verdadeira situação de miséria em que vive, mas que aprendeu a viver com o que tem. São pessoas honestas e batalhadoras. Isso eu pude ver ao retornar à região alguns anos depois de ter saído de lá ainda criança, quando meu pai, então um jovem com algum conhecimento sobre mecânica de automóveis, resolveu partir em busca de novas oportunidades.

Fomos então para a cidade de Montes Claros, onde não houve grande mudança na situação da família, que só crescia em número. Em 1969 viemos para Belo Horizonte. Eu tinha então seis anos de idade e já tinha quatro irmãos. A vida na capital naquela época era muito difícil. Meu pai trabalhava em oficinas mecânicas e minha mãe lavava roupas para nos sustentar. Houve dia em que não teve feijão e arroz para alimentar a todos.

Então, apareceu o ChildFund Brasil com o programa de apadrinhamento. Eu e uma irmã fomos apadrinhados e participamos de atividades esportivas diversas e culturais, oficinas de teatro, biblioteca, etc. Meus padrinhos eram um casal de idosos que vivia em Montreal, Canadá. Minha madrinha me escrevia quase todo mês e sempre me incentivava a estudar. Acredito que esse incentivo tenha contribuído na minha formação, tanto quanto as atividades que a instituição nos proporcionava

Em 1986, aos 22 anos de idade, participei de um concurso público para a Polícia Civil de Minas Gerais, onde permaneço até hoje ocupando o cargo de Agente de Polícia, mas exercendo função de administrador de sistemas informatizados e ministrando aulas na mesma área. À noite, dou aulas de informática básica como voluntário na Associação dos Servidores da Polícia Civil, onde também sou diretor de educação e cultura.

Tenho dois filhos, Weverton Júnior e Erick, e o primeiro já está casado. Mesmo assim, no ano de 2000, durante momentos de reflexão e busca, vi uma chamada do ChildFund Brasil na TV. Procurei mais informações na Internet e, ao ver os olhinhos de uma certa criança, não me contive. Lembrei de quanto tinha sido ajudado pelo programa e resolvi retribuir em prol de uma linda menina que vive no Ceará. Hoje ela já é uma mocinha com 14 anos e tenho muito prazer em receber suas cartinhas e as informações sobre seu desenvolvimento.

Meu contato com Rayanni não é muito próximo em função da minha vida muito corrida (na verdade, eu gostaria que nossos contatos fossem mais frequentes para que eu pudesse aconselhá-la como me aconselhou a Sra. Aida Larson, minha madrinha canadense), mas é muito gratificante ter a certeza de que a minha contribuição, mesmo que pequena, está sendo utilizada de forma adequada e sem desvios. Sei disso por experiência própria.”

Entendendo a importância do “apadrinhamento”

Quando Welder e sua esposa Eliane conheceram a sua afilhada Adma, sua família e a comunidade onde vivem, entenderam a importância do apadrinhamento. Ele relata essa experiência em seu depoimento:

“No sábado de manhã fomos para a cidade de Chapada do Norte, diretamente para a Associação (ACHANTI – Associação Chapadense de Assistência as Necessidades do Trabalhador) onde chegamos por volta de 8:30 e fomos muito bem recebidos pelas Educadoras de Relacionamento Leila e Valéria.

Partimos em torno de 9:30 para a comunidade onde vive a família da minha afilhada (Adma) e, por ser uma região de difícil acesso, demoramos em torno de 1:30 para chegarmos.

Encontramos quase toda a família reunida, que nos recebeu com muita alegria. Confesso que estávamos todos ansiosos pela visita, mas ao chegarmos sentimos o clima aconchegante e de alegria em toda família.

Conhecemos também as irmãs e a mãe da minha afilhada (Dona Maria Lino, mulher guerreira que vem lutando bravamente para criar a família após o falecimento do marido há aproximadamente 6 anos). Foi muito gratificante saber também que as crianças estão frequentando a escola e mais ainda saber que o sonho da minha afilhada é ser médica no futuro. Ficamos com muita admiração por toda essa família que, apesar de todas as dificuldades, vem lutando para sobreviver.

Neste momento, foi possível compreender o real significado de “apadrinhamento” e como esse programa é importante para as regiões mais pobres do país. As condições de vida das crianças e das famílias na região são extremamente precárias. O sofrimento com a falta de água, os pouquíssimos recursos financeiros e uma alimentação mínima demonstram a situação dificílima em que vivem essas famílias.

É triste saber que várias pessoas sobrevivem em nosso país dessa forma e isso nos encoraja a ajudá-las cada vez mais”.

Apadrinhar é preparar para o futuro

Para Maria das Virgens, apadrinhar é preparar a criança eticamente para uma sociedade um tanto desafiadora, uma vez que o Brasil se trata de um país extremamente desigual, onde muitas famílias vivem na vulnerabilidade.

Segundo Maria, “apadrinhar uma criança é antes de tudo, abrir as portas do coração, saindo do limite do seu núcleo familiar para uma visão holística do ser humano”. Veja o seu depoimento:

“O apadrinhamento leva a nação a uma esperança palpável de paz. Por que paz? Quando se educa uma criança em situação de vulnerabilidade, fazendo dela uma cidadã ou cidadão, não estamos proporcionando chances só para ela e seu núcleo familiar e social, estamos também, de práxis, trabalhando ao lado de classes favorecidas, classe alta, média.

A educação da cidadania não deve andar só para os favorecidos, necessário se faz trabalha-la no TODO social.

Ao educar uma criança em vulnerabilidade social estamos não só impactando a vida dela, e sim impactando todas as camadas da sociedade. Assim, essa criança quando adolescente e adulto, anda paralela às classes favorecidas. Então assim estará preparada para os desafios da sociedade com esperança e fé”.

Histórias como essas aquecem os nossos corações e nos dão esperança e a perspectiva de um futuro mais justo. Você também pode fazer a diferença na vida de tantas crianças e, de praxe, ver a sua vida mudar também! Deseja fazer a sua parte e nos auxiliar em nosso projeto de transformação? Saiba mais aqui.

ChildFund Brasil

O ChildFund Brasil é uma organização de desenvolvimento social que por meio de uma sólida experiência na elaboração e no monitoramento de programas e projetos sociais mobiliza pessoas para a transformação de vidas. Crianças, adolescentes, jovens, famílias e comunidades em situação de risco social são apoiadas para que possam exercer com plenitude o direito à cidadania.

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