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Uma em cada duas crianças nos países em desenvolvimento diz que as crianças não estão seguras em casa; assim como muitas crianças nos EUA dizem que as crianças estão em risco online

04/01/2016
Advocacy

Dois meses após as Nações Unidas terem tornado a proteção das crianças contra a violência uma prioridade global, quase metade das crianças pequenas nos países em desenvolvimento dizem que acreditam que as crianças não estão seguras em suas próprias casas.  Cerca do mesmo número de crianças americanas acredita que as crianças estão em risco na Internet.

 

As conclusões são parte da pesquisa recentemente liberada e patrocinada pela organização social ChildFund Alliance, com cerca de 6.000 crianças de idades entre 10 e 12 anos, em 44 países ao redor do mundo. Também foi feita uma pesquisa paralela com 1.353 crianças americanas, de idades entre 6 e 18 anos em regiões altamente empobrecidas, encomendada pelo ChildFund International, o membro norte-americano do Alliance.

 

De acordo com a sexta pesquisa anual Pequenas Vozes, Grandes Sonhos - realizada através de entrevistas individuais em pesquisas de campo e online nos Estados Unidos – 46 por cento das crianças das nações em desenvolvimento afirmam que acreditam que as crianças correm maior risco de serem lesadas em casa, a segunda maior resposta da pesquisa depois de “caminhando sozinhas pelos lugares” (55%). (As crianças podiam escolher mais de uma resposta.)

 

Em pesquisa paralela, as crianças norte-americanas afirmam que acham que as crianças estão menos seguras andando pelas vizinhanças (citado por 64% dos entrevistados) e em parques (45%). Quase o mesmo número (44%) dizem que as crianças não estão seguras online. Quase nove em dez crianças americanas (89%) dizem que as crianças não estão em risco de perigo em casa.

 

“Em todo o mundo os governos têm se comprometido coletivamente em proteger as crianças contra a violência através dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que foram adotados em setembro passado. E os resultados desta pesquisa esclarecem como as crianças veem os perigos que confrontam sua geração,” disse Anne Lynam Goddard, presidente e CEO do ChildFund International.   “Enquanto muitas crianças estão expostas a várias formas desprezíveis de violência – trabalho forçado perigoso, tráfico sexual e sequestros, entre elas – também sabemos que a segurança delas está regularmente ameaçada nos lugares em que deveriam se sentir mais seguras: em casa e na escola. Estas constatações servem como um lembrete pontual do grau de comprometimento que devemos assumir para manter as crianças seguras.”

 

Os resultados da pesquisa refletem uma variação significativa entre as diferentes nações. No país africano da Guiné, por exemplo, somente 4 por cento das crianças dizem que as crianças estão em risco de serem lesadas em casa, enquanto no Togo, 94 por cento das crianças dizem que as crianças de seu país estão inseguras em casa.

 

Os participantes da pesquisa foram solicitados a dar suas percepções a respeito do por que acreditam que os adultos maltratam as crianças. As crianças das nações em desenvolvimento estão dividas quanto à razão principal, com 40 por cento dizendo que é porque “os adultos têm poder” e 35 por cento consideram ser por “culpa da criança”.  Da mesma forma, 32 por cento citam a “punição” como estando por trás do abuso.

 

Na Austrália, 70 por cento das crianças pesquisadas dizem que os adultos lesam as crianças devido às drogas ou intoxicação. Três em cada cinco crianças francesas (60%) acreditam que o abuso é o resultado de seus pais terem sido maltratados quando crianças.

 

“Esta pesquisa anual nos lembra da honestidade e clareza na forma com que as crianças veem o mundo ao redor delas,” disse Goddard. “Estas verdades frequentemente apontam para as áreas em que a maioria necessita de nossa atenção.”

 

Quando perguntadas sobre o que elas fariam para melhor proteger as crianças se elas fossem os líderes de seu países, uma entre cinco crianças (22%) nos países em desenvolvimento disseram que puniriam os abusadores/os enviaram para a prisão enquanto 20 por cento disseram que aprovariam, fortaleceriam ou aplicariam melhor as leis destinadas a proteger as crianças.

 

Uma em cada três (32%) crianças americanas concorda com a ênfase em aprovar e/ou fazer cumprir leis que as protejam de forma mais eficaz.

 

No Afeganistão, uma em cada três crianças (32%) diz que se fosse a líder de seu país exigiria que as crianças completassem sua educação. Trinta e nove por cento das crianças vietnamitas dizem que desestimulariam o mau comportamento exemplificando com o bom comportamento.

 

Quanto à coisa mais importante que as crianças acreditam que os adultos – especialmente os pais e cuidadores – podem fazer para manter as crianças mais seguras, as crianças nas nações em desenvolvimento estão grandemente divididas. Quase uma em cada cinco (18%) diz que os adultos devem ouvir o que as crianças têm a dizer. As próximas respostas mais populares: Educar outros adultos sobre o por que as crianças merecem um tratamento melhor (13%); relatar casos de lesões contra as crianças (11%); e promulgar leis mais fortes para proteger os direitos das crianças (10%).

 

Mais de uma em três crianças nos Estados Unidos (35%) concordam que os adultos devem ouvir mais as crianças, com um quarto (23%) dizendo que as lesões contra as crianças devem ser relatadas às autoridades competentes.

 

Na nação asiática do Timor-Leste, cerca de dois terços das crianças (64%) dizem que os adultos devem “amar mais as crianças”, enquanto uma em quatro crianças no México (25%) e Libéria (25%) dizem que os adultos devem certificar de que as pessoas que lesam as crianças sejam punidas. Cerca de um terço das crianças americanas (35%) acreditam que ouvir o que as crianças têm a dizer é o mais importante, com 24 por cento dizendo que os adultos devem relatar às autoridades as lesões contra as crianças.

 

“Como nos anos passados, as crianças que participaram desta pesquisa são aquelas cujas vozes são raramente ouvidas e cujas opiniões são raramente procuradas,” disse Goddard. “Estes resultados não apenas fornecem um fórum para que algumas das crianças mais vulneráveis do mundo nos digam coletivamente o que veem, mas também suas ideias nos dão orientações importantes de como devemos moldar nossos esforços para melhor atende-las.”

 

***

 

 

PAÍSES PARTICIPANTES

ÁFRICA

AMÉRICAS

ÁSIA

DESENVOLVIDOS

Benin

Bolívia

Afeganistão

Austrália

Burkina Faso

Brasil

Bangladesh

Canada

Etiópia

Dominica & São Vicente

Camboja

Dinamarca

Gana

Equador

Índia

France

Guiné

El Salvador

Indonésia

Irlanda

Quênia

Guatemala

Filipinas

Japão

Libéria

Honduras

Sri Lanka

Nova Zelândia

Mali

México

Timor-Leste

Coréia do Sul

Senegal

Nicarágua

Vietnam

Espanha

Serra Leoa

Paraguai

 

Suécia

Gâmbia

 

 

Estados Unidos

Togo

 

 

 

Uganda

 

 

 

Zâmbia

 

 

 

 

 

Sobre a Pesquisa Pequenas Vozes, Grandes Sonhos

A pesquisa Pequenas Vozes, Grandes Sonhos foi encomendada pelo ChildFund Alliance em maio de 2015. A pesquisa foi realizada em 44 países com crianças com idades entre 10 e 12 anos. Ela incluiu 33 nações em desenvolvimento na África, Ásia e nas Américas bem como em 11 países desenvolvidos. Um total de 5.805* crianças foi pesquisado – 3.773 crianças em países em desenvolvimento e 2.032 crianças em nações desenvolvidas.

 

Três das seis perguntas eram abertas, significando que as crianças não receberam uma lista de respostas para escolher. As três perguntas remanescentes eram de múltipla escolha. Todas as respostas traduzidas foram fornecidas à companhia de pesquisa global GfK para processamento de dados. Foram desenvolvidos quadros de códigos pela equipe de pesquisa global da GfK Roper e aprovados pelo ChildFund. Os dados então foram compilados, codificados e tabulados pela GfK Roper.

Sobre o ChildFund International

O ChildFund International é uma agência de desenvolvimento e proteção infantil que atende 20 milhões de crianças e membros das famílias em 30 países.  Durante 75 anos, temos ajudado as crianças desfavorecidas, excluídas e vulneráveis do mundo a sobreviver e prosperar para atingir seu pleno potencial e se tornarem líderes de mudança duradoura. Como membro do ChildFund Alliance, criamos ambientes de apoio em que as crianças podem florescer. Para mais informações sobre o ChildFund, visite www.ChildFund.org.

 

Sobre o ChildFund Alliance

O ChildFund Alliance é uma rede de 12 organizações focadas no desenvolvimento infantil trabalhando em 58 países ao redor do mundo. Com um faturamento anual de mais de $500 milhões, o ChildFund Alliance ajuda uma estimativa de 15 milhões de crianças e seus familiares a superar a pobreza.

 

Fundado há 75 anos, nossos membros são organizações sem fins lucrativos que trabalham diretamente com crianças, famílias e suas comunidades. Alliance procura falar com uma voz global para, com e em nome das crianças

 

Nossa visão é um mundo em que as crianças exerçam seus direitos e alcancem seu potencial.

 

                                                                                                                                                                    

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