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Encontro Fora da Escola Não Pode! do ChildFund Brasil trata da educação e reúne mais de 80 pessoas

Advocacy

A iniciativa teve o apoio do Unicef e colocou em discussão a exclusão escolar no país, com ênfase em Minas Gerais.

Com poesia, pintura, música, crianças, adolescentes, jovens e informação, assim foi tratado o tema da exclusão escolar durante o “Encontro Fora da Escola Não Pode!”, realizado pelo ChildFund Brasil – Fundo para Crianças nesta terça-feira (06/08) na sede da instituição em Belo Horizonte/MG. (Rua Curitiba, 689, 5° andar, bairro Centro).

O encontro teve o objetivo debater com os gestores da educação mineira e a comunidade, a construção de uma escola atraente e que garanta para criança, adolescente e jovem o direito de aprender. Durante o evento, também foi lançado o livro “Fora da Escola Não Pode! O desafio da exclusão escolar” em BH, uma obra foi desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância - Unicef, com o apoio do ChildFund Brasil. No livro, por meio de desenhos, as crianças atendidas por organizações sociais parceiras do ChildFund Brasil, mostram como seria a escola ideal para elas. Além disso, o livro conta com uma análise da exclusão social no país.

No início, durante o café, as pessoas foram surpreendidas pelo ‘Cochicho poético’. Com um tubo colorido, educadoras de organizações sociais parceiras do ChildFund Brasil, chegavam até os convidados e os surpreendiam com uma poesia ao pé do ouvido. Quem esteve presente também pode conferir a exposição com os desenhos das crianças sobre a escola dos sonhos delas.

Jovens, atendidos por organizações sociais parcerias, abriram o encontro uma apresentação musical. Em seguida, o gerente da área de Desenvolvimento Humano e Social do ChildFund Brasil, Dov Rosenmann, deu início a uma roda de compartilhamento de informação onde cada criança atendida pela organização pôde falar um pouco sobre a sua escola e sobre a satisfação de ver o seu desenho ilustrado no livro. 

Para finalizar, a chefe da área de educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, proferiu palestra sobre a “Participação e inclusão da criança e o adolescente no ambiente escolar”. Oportunidade em mostrou os números da educação no país, enfatizando a situação em Minas Gerais. Para ela, antes de se discutir ‘ redução de maioridade penal no Brasil’ é preciso repensar e investir na educação. “O que cada um de nós pode fazer para acabar com a exclusão? Toda criança pode e deve aprender, não existe criança que não aprende. É um direito que elas têm. Por isso a pauta estratégica da adolescência brasileira tem que ser a educação e não a redução da maioridade penal. Devemos discutir construção de escola e não de prisão. Nós temos o dever de garantir a educação de qualidade na infância e adolescência brasileira, primeiramente, porque sem garantir a educação não vamos garantir nada”, dentre outras abordagens, falou Maria de Salete durante a palestra.

Realidade brasileira

A publicação Fora da Escola Não Pode! – O Desafio da Exclusão Escolar indica que, entre os adolescentes que abandonam os estudos, a fase mais crítica ocorre a partir dos 15 anos de idade.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, com 6 anos, 95,4% das crianças brasileiras frequentavam a escola. Com 12 anos, a proporção de meninos e meninas que concluíram os anos iniciais do ensino fundamental no Brasil era 76,2%. A porcentagem diminui com o aumento da idade: 62,7% dos adolescentes com 16 anos concluíram o ensino fundamental. Entre os jovens de 19 anos, apenas 48,7% terminaram o ensino médio.

O Censo 2010 mostra que o percentual de jovens de 18 a 24 anos que não concluíram o ensino médio e que não estudavam chegava a 36,5%. Mais da metade (52,9%) abandonaram os estudos sem completar o ensino fundamental.

Outra questão levantada no estudo é a formação dos professores. Na educação infantil, 43,1% dos docentes não têm curso superior. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o percentual é 31,8% e, nos anos finais, 15,8%. No ensino médio, o índice cai para 5,9%. “A qualificação dos professores é uma grande barreira para garantir a oferta de uma educação de qualidade aos estudantes brasileiros”, diz a publicação.

Entre grupos específicos, o estudo aponta que as crianças e os adolescentes mais atingidos pela exclusão escolar são aqueles que moram em áreas rurais, os negros, os índios, os pobres, os que estão sob risco de violência e exploração e os com deficiência. Isso indica, de acordo com a publicação, que “as desigualdades ainda existentes na sociedade brasileira impactam diretamente o sistema educacional do país”.

O livro

"Fora da escola não pode! O desafio da escola de exclusão escolar", uma publicação do Unicef para a Campanha Nacional do Brasil pelo Direito à Educação, que abordou os principais resultados da pesquisa Small Voices Big Dreams – SVBD (Pequenas Vozes Grandes Sonhos), que o ChildFund Brasil realizada há quatro anos. Bem como a pesquisa SVBD, a intenção do livro é dar voz às crianças para sensibilizar os governos municipais para a importância de melhorar as escolas.

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Solidez, transparência e integridade são os pilares que compõem a governança do ChildFund Brasil. Nos preocupamos em utilizar com eficiência todos os recursos que nos são confiados pelos doadores e atualizar em nosso site periodicamente, relatórios, demonstrações contábeis e reconhecimentos sociais obtidos sob os mais diversos temas relacionados ao nosso trabalho no país.

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