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ChildFund Austrália promove campanha contra a violência às mulheres em Papua Nova Guiné

Campanhas

Estima-se que 70% das mulheres em PNG já foram estupradas ou agredidas fisicamente ao longo da vida 

ChildFund Austrália está promovendo a campanha Stop Violence PNG, contra a violência familiar e às mulheres em Papua Nova Guiné - PNG, país da Oceania que ocupa a metade oriental da ilha de Nova Guiné. A campanha é fruto de um estudo divulgado pelo ChildFund Austrália, organização pertencente ao ChildFund Alliance, que atua no combate à pobreza infantil, que mostrou uma violência familiar devastadora em PNG. O relatório apontou que dois terços das mulheres que vivem nesse país sofrem algum tipo de violência sexual ou física. Mais da metade de todas as vítimas de estupro que vão ao hospital são menores de 16 anos. Uma em cada quatro tem menos de 12 e uma em cada 10 tem menos de oito anos de idade. 

ChildFund Austrália conversou com várias crianças, mulheres e homens de Papua Nova Guiné e, diante desse cenário, se comprometeu a compartilhar com o mundo inteiro as histórias vividas pelas famílias. O objetivo é dar voz e coragem a essas crianças e mulheres para que elas continuem lutando por segurança e justiça.  

De acordo com o gerente do Abrigo de Mulheres Haus Ruth, Sr. Port Moresby, cerca de 60% das crianças que procuram pelo abrigo com suas mães já tinham sofrido algum tipo de abuso. O relatório reuniu dados de outras ONGs, da ONU, de agências do governo e da própria pesquisa de campo do ChildFund Austrália.  "Nossa pesquisa descobriu que praticamente todas as mulheres entrevistadas tiveram um caso de violência ou abuso contra ela", conta o executivo-chefe do ChildFund Austrália, Nigel Spence. 

Segundo Amanda, uma das mulheres assistidas pelo Abrigo Haus Ruth, os abusos sofridos pelo marido cessaram depois que ela resolveu reivindicar os seus direitos. Após ir à Polícia, por não ter US$ 10 para pagar um atestado médico que seria uma evidência de seus ferimentos, o caso foi arquivado. A ordem de proteção contra ela foi adiada no sistema e Amanda foi forçada a voltar para casa, onde ela disse que o seu marido a acusou de adultério e continuou a espancá-la ao longo de três dias consecutivos. Após sofrer graves agressões, Amanda chegou para trabalhar, mas seu chefe lhe permitiu ir para o hospital, onde recebeu tratamento e conseguiu o atestado necessário para concluir o processo contra o marido. Agora protegida, Amanda disse ao ChildFund Austrália que hoje está mais corajosa e espera poder dar força a outras pessoas que tiveram a mesma história que ela. "Tenho orgulho de dizer para as mulheres que a Lei está do nosso lado", disse.  

A pesquisa do ChildFund encontrou muitos casos como o de Amanda, onde as mulheres - e homens - não estavam cientes de que o abuso era ilegal. Mesmo quando o fizeram, muitas mulheres não encontraram nenhum recurso através do sistema judicial local. 

Para dar apoio às mulheres e o acesso aos cuidados de que elas necessitam, o ChildFund Austrália criou um posto de telefonia móvel. "Nós queremos fazer uso da nova tecnologia que está se tornando disponível para as mulheres e dar-lhes acesso a uma linha telefônica. Queremos estabelecer uma linha direta de saúde e segurança para receber chamadas de mulheres que foram agredidas ou expostas à violência e dar-lhes conselhos imediatos, aconselhamento e encaminhamento, sempre que possível", disse Spence. 

A ilegalidade do abuso não é amplamente conhecida no país. No relatório do ChildFund Austrália consta a história de um magistrado local, que não sabia que era contra a lei bater em sua esposa, até que ele começou a ler um livro de lei e ordem para o seu trabalho. O magistrado agora ouve casos de violência doméstica em sua corte e disse ao ChildFund: "Homem que bate em mulher é um grande covarde". Segundo Spence, em Papua Nova Guiné existe uma "cultura de cumplicidade em torno da violência" e que o maior desafio do ChildFund Austrália foi educar homens e jovens sobre as consequências do abuso e formas alternativas de resolução de conflitos. Spence disse ainda que as conclusões do relatório mostrou um movimento de mudança que precisava ser aproveitado. "As atitudes e os comportamentos de alguns homens já mudaram de forma positiva", disse ele, "por isso é importante termos parcerias com as comunidades e fortalecer os serviços locais para provocar uma mudança significativa de longo prazo".  

Para acessar o relatório e saber mais sobre a Campanha do ChildFund Austrália, clique aqui.

Como ajudar

 Use a hashtag #stopviolencePNG, assine a petição e ajude a acabar com esta situação desumana.

Pessoas do mundo inteiro podem contribuir para acabar com a violência contra as mulheres e crianças de Papua Nova Guiné com a divulgação do conteúdo do relatório do ChildFund Austrália no Facebook, Twitter, Instagram e Youtube. Mais informações: http://www.childfund.org.au/blog/join-stopviolencepng-campaign ou http://bit.ly/136opq6

O ChildFund Brasil 

O ChildFund Brasil – Fundo para Crianças está presente em mais de 800 comunidades do país nos estados do Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Amazonas. Atuando no combate à extrema pobreza, mais de 173 mil pessoas são beneficiadas, dessas cerca de 108 mil são crianças, adolescentes e jovens. São aproximadamente 140 mil famílias atendidas por meio dos 264 projetos da organização social. O ChildFund Brasil tem projetos sociais direcionadas às mulheres, sejam elas mães ou não, com o intuito de valorizar o papel que elas têm na sociedade. Oportunidade em que elas conhecem sobre os seus direitos, além de participar de grupos e iniciativas para o próprio desenvolvimento e para a construção de uma nova realidade. Saiba mais sobre o ChildFund Brasil: www.childfundbrasil.org.br.

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