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26
out

Qual a diferença entre apadrinhamento afetivo e apadrinhamento financeiro?

O futuro que queremos para o nosso planeta passa pelas mãos das novas gerações. Mas como pensar em um mundo melhor se temos no Brasil 8 milhões de meninos e meninas em situação de privação, exclusão e vulnerabilidade (sem acesso à alimentação adequada, educação, saúde e lazer)? E é pensando justamente em garantir um amanhã melhor para essa garotada que o apadrinhamento afetivo tem se tornando uma modalidade cada vez mais viável.

Para você compreender melhor como isso funciona, vamos esclarecer as duas formas mais usuais dessa contribuição — que faz tão bem a quem é ajudado e, principalmente, a quem ajuda. Acompanhe nos exemplos abaixo:

Como funciona o apadrinhamento afetivo?

Essa modalidade possibilita que um padrinho ou madrinha auxilie a resgatar o convívio familiar de crianças e adolescentes que não conseguem esse suporte emocional dos responsáveis. Dessa forma, o menor de idade tem a possibilidade de se relacionar e conviver em outro ambiente. Ou seja, com passeios e outras atividades que o façam conhecer valores que favorecem e podem  influenciar positivamente sua formação.

O apadrinhamento permite ainda que o padrinho ou madrinha frequente a escola da criança ou adolescente, participando efetivamente da rotina deles. É válido lembrar que esse projeto não implica em nenhum vínculo jurídico (adoção).

As pessoas que se predispõem a esse gesto nobre  recebem orientações e acompanhamento de uma equipe técnica, para que consigam construir os laços afetivos de forma consciente e saudável. A seleção envolve, inclusive, uma visita técnica à residência e também o cumprimento de pré-requisitos de idade mínima de 21 anos e outros como:

Esses requisitos podem mudar de uma instituição para outra, por exemplo, algumas exigem uma idade mínima de 18 e não de 21. Em alguns locais, também pode ser exigida uma avaliação psicológica e também a permissão para visitas técnicas na sua residência.

Após se tornar um padrinho, você poderá ter um papel muito importante na vida do seu apadrinhado. Além dos passeios e das visitas, você também pode ser a pessoa a levá-lo ao médico ou ao dentista, ajudá-lo nas tarefas da escola, entre outras atividades que estejam ao seu alcance.

Qual a diferença entre adoção e apadrinhamento afetivo?

No caso da adoção, há um desligamento total entre a criança e os pais biológicos o que não acontece no apadrinhamento afetivo. Neste, a criança continua sob a responsabilidade dos pais e não há nenhuma alteração na documentação como uma mudança de nome.

Qual a diferença entre apadrinhamento afetivo e família acolhedora?

Esse é um conceito confundido facilmente por boa parte das pessoas que buscam informações sobre o assunto. Mas são situações distintas, como você verá nesse momento.

No caso do acolhimento, a família recebe a criança em sua casa por um período pré-determinado. O menor morará e conviverá com ela como se dela fizesse parte, algo que é mais parecido com a adoção nesse aspecto. E não precisa ser necessariamente uma família, o responsável pode morar sozinho também.

Assim, quem tiver a responsabilidade pela criança, nesse momento, deverá responder por ela na escola e ter todos os cuidados que ela precisa para ter uma vida saudável. Os requisitos também são diferentes, por exemplo, o acolhedor deve ter entre 25 e 55 anos e ter boas condições física e mental.

Isso ocorre muito com crianças que, por decisão da justiça, devem ficar afastadas da sua família de origem que recebem um acompanhamento psicológico e uma equipe especializada.

Já no apadrinhamento afetivo não há um tempo fixo para ficar com o menor e a formalidade é menor. Por exemplo, o padrinho pode combinar com os responsáveis pela criança para levá-la a um passeio ou mesmo um final de semana inteiro. Pode, por exemplo, levar o afilhado para passar as férias.

A convivência familiar no cotidiano não é tão presente quanto no acolhimento, apesar do padrinho afetivo também poder passar longos períodos com o afilhado.

Qual é a importância do vínculo afetivo?

O vínculo e o afeto que é proporcionado à criança é um dos principais fatores para moldar o seu caráter e também a sua personalidade. Esse sentimento pode, inclusive, prevenir doenças de cunho psiquiátrico como a depressão e a ansiedade.

A presença de amor e carinho, na vida de qualquer ser humano, é biologicamente importante para ajudar nas conexões cerebrais e melhorar seus circuitos..

E não preciso muita coisa. Uns minutos a mais para brincar, saber elogiar a criança quando ela fizer algo bom, contar uma história antes de dormir, um abraço num momento de medo, entre outras atitudes simples, podem interferir significativamente no futuro dessa criança e como ela passará a interagir com o ambiente em sua volta.

E o apadrinhamento financeiro?

Modalidade disponível pelo ChildFund Brasil, essa ajuda valiosa é uma maneira encontrada por pessoas altruístas que desejam ajudar de imediato e não possuem a disponibilidade de tempo para a modalidade anterior. Nela, o padrinho ou madrinha se dispõe a doar um valor mínimo de R$ 57,00 mensais.

Esse valor vai para um fundo coletivo que é investido em transformações  sustentáveis de impacto e de longo prazo, na comunidade da criança apadrinhada.  Só para se ter uma ideia isso inclui uma gestão de programas, projetos e tecnologias sociais que proporcionam às crianças acesso à educação, alimentação, energia, habitação, renda, recursos hídricos, saúde, meio ambiente, dentre outras.

Essa modalidade permite também ir além do apoio financeiro. Caso o doador deseje, ele pode trocar cartas com seu afilhado ou afilhada, telefonar e até visitar pessoalmente essa criança — uma maneira de transmitir a ela bons valores e criar um vínculo de afeto. Assim, um tipo de apadrinhamento não exclui o outro e você pode oferecer um futuro melhor para essa criança das duas formas.

Conheça quais são os três passos para transformar a vida de uma criança em situação de pobreza com o apadrinhamento financeiro:

Escolha: você pode selecionar pelo site o nome de uma criança ou adolescente, contendo ainda dados como idade e local.

Efetue a doação: o ChildFund Brasil receberá seu donativo e aplicará em ações para transformar para melhor a vida de quem você selecionou. Prestará contas de maneira séria e transparente do valor investido.

Acompanhe: se desejar, você pode se corresponder com a criança ou adolescente que selecionou por meio de cartas, fotos, ligações e até agendar uma visita. Criando e fortalecendo um vínculo que enriquecerá mais a ainda experiência de apadrinhamento do seu afilhado(a).

Não somente a família, como também toda a sociedade deve ajudar para oferecer às crianças uma vida com o mínimo de dignidade. É um valor pequeno, mas que faz uma grande diferença!

Viu só? Quantas maneiras existem de você fazer o bem pelos outros! Caso você também queira transformar a vida de crianças e adolescentes, e auxiliá-las a terem um futuro mais digno e com oportunidades justas, o ChildFund Brasil está de braços abertos para te ajudar. Queremos fazer a diferença junto com você!  

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Este artigo foi escrito por ChildFund Brasil

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