Você sabe o que é apadrinhamento afetivo e financeiro? Entenda as diferenças e descubra como modificar o futuro de crianças e jovens!

O futuro que queremos para o nosso planeta passa pelas mãos das novas gerações. Mas como pensar em um mundo melhor se temos no Brasil 12 milhões de meninos e meninas em situação de privação, exclusão e vulnerabilidade (sem acesso à alimentação adequada, educação e saúde)?

É pensando justamente em garantir um amanhã melhor para essa garotada que o apadrinhamento tem se tornando uma modalidade cada vez mais viável.

Para você compreender melhor como o apadrinhamento funciona, vamos esclarecer as duas formas mais usuais dessa contribuição — que faz tão bem a quem é ajudado e, principalmente, a quem ajuda. Continue a leitura!

Como funciona o apadrinhamento afetivo?

O apadrinhamento afetivo possibilita que um padrinho ou madrinha auxilie a resgatar o convívio familiar de crianças e adolescentes que não conseguem esse suporte emocional dos seus responsáveis. Dessa forma, o menor de idade tem a possibilidade de se relacionar e conviver em outro ambiente que o instigue a desenvolver suas habilidades emocionais e cognitivas.

Esse tipo de apadrinhamento ainda permite que o padrinho ou madrinha participe das reuniões escolares criança ou adolescente, participando efetivamente da rotina deles. É válido lembrar que esse projeto não implica em nenhum vínculo jurídico, como a adoção.

As pessoas que se predispõem a esse gesto nobre recebem orientações e acompanhamento de uma equipe técnica, para que consigam construir os laços afetivos de forma consciente e saudável. A seleção envolve, inclusive, uma visita técnica à residência e também o cumprimento de pré-requisitos, como:

  • idade mínima de 21 anos;
  • tempo para participar de reuniões e oficinas;

  • apresentar toda a documentação requerida pelo sistema;

  • respeitar todas as regras do local onde a criança mora e convive;

Esses requisitos podem mudar de uma instituição para outra. Por exemplo, algumas exigem uma idade mínima de 18 e não de 21. Em alguns locais, também pode ser exigida uma avaliação psicológica e a permissão para visitas técnicas na sua residência.

Após se tornar um padrinho, você terá um papel muito importante na vida do seu afilhado. Além dos passeios e das visitas, você também pode ser a pessoa a levá-lo ao médico ou ao dentista, ajudá-lo nas tarefas da escola, entre outras atividades que estejam ao seu alcance.

Qual a diferença entre adoção e apadrinhamento afetivo?

No caso da adoção, há um desligamento total entre a criança e os pais biológicos — o que não acontece no apadrinhamento afetivo. Neste último, a criança continua sob a responsabilidade dos pais e não há nenhuma alteração na documentação, como uma mudança de nome.

O apadrinhamento afetivo diz mais respeito à uma família ou pessoa acolher afetivamente uma criança. Dedicando assim, um tempo de sua vida para passar junto da criança, estabelecendo-se um vínculo de relacionamento. Porém, não é feita a adoção, pois a criança continua morando com os pais biológicos ou responsáveis.

Qual a diferença entre apadrinhamento afetivo e família acolhedora?

Esse é um conceito confundido facilmente por boa parte das pessoas que buscam informações sobre o assunto. Mas são situações distintas.

No caso da família acolhedora, a criança fica sob os cuidados dela por um período pré-determinado. Assim, o pequeno faz parte da rotina da família e é considerado com parte dela até o prazo terminar. É bem parecido com a questão da adoção, exceto pela questão do tempo, pois a família é responsável pela criança em todos os sentidos.

As famílias acolhedoras passam por uma capacitação para receber as crianças. Além disso, o recomendado é que cada família acolha apenas uma criança, com exceção para os casos de irmãos.

Isso ocorre muito com crianças que, por decisão da justiça, devem ficar afastadas da sua família de origem e que recebem um acompanhamento psicológico, além de suporte de uma equipe especializada.

Já no apadrinhamento afetivo não há um tempo fixo para ficar com a criança e a formalidade é menor. Por exemplo, o padrinho pode combinar com os responsáveis para levar o menor a um passeio ou mesmo um final de semana inteiro. Pode, por exemplo, levar o afilhado para passar as férias.

A convivência familiar no cotidiano não é tão presente quanto no acolhimento, apesar do padrinho afetivo também poder passar longos períodos com o afilhado.

Qual é a importância do vínculo afetivo?

O vínculo e o afeto que é proporcionado à criança são uns dos principais fatores para moldar o seu caráter e também a sua personalidade. Esse sentimento pode, inclusive, prevenir doenças de cunho psicológico, como a depressão e a ansiedade.

Os primeiros anos da criança são decisivos para seu crescimento pessoal, entendimento de mundo e relacionamento. É importante que elas sejam amadas e recebam carinho. Isso as torna adultos mais seguros de si e mais independentes.

Por isso, se você tem um filho ou convive com crianças, reserve um tempo do dia para brincar com elas, incentive-as a explorar, elogie quando for o caso, acolha ela quando estiver com medo e trate-a com carinho. São pequenas ações no dia a dia que vão fazer diferença em sua vida.

Afinal, se uma criança é tratada com frieza e seus pais sempre estão bravos quando falam com ela, ela vai entender que essa é a maneira certa de se falar com outras pessoas. Então, faça o oposto e a trate com amor, afinal você é a pessoa em que ela mais confia.

E o apadrinhamento financeiro?

O apadrinhamento financeiro é uma modalidade disponível no ChildFund Brasil. Essa ajuda valiosa é uma maneira encontrada por pessoas altruístas que desejam ajudar de imediato e não possuem a disponibilidade de tempo para a modalidade anterior. Nela, o padrinho ou madrinha se dispõe a doar um valor mínimo de R$ 67,00 mensais.

O valor doado mensalmente é repassado para instituições com projetos sociais voltados para o desenvolvimento social das crianças. Assim, as crianças daquela comunidade passam a participar de projetos que promovam a educação, saúde, alimentação de qualidade, convívio com outras crianças, tempo de lazer, entre outros.

Além do apoio financeiro, os padrinhos podem estabelecer um vínculo afetivo com seus afilhados por meio da troca de cartas. Aliás, é possível também telefonar ou visitar seu afilhado ou afilhada. Dessa forma, a criança se sente acolhida e feliz não só pela oportunidade que teve de ser inserida em um projeto social, mas por conhecer quem proporcionou essas situações.

Apadrinhamento financeiro: 3 passos para transformar a vida de uma criança

Quer transformar a vida de uma criança em situação de vulnerabilidade social? Você pode fazer isso em 3 passos e se tornar um padrinho financeiro. Veja como é fácil:

1) Escolha: você pode selecionar pelo site o nome de uma criança ou adolescente, contendo ainda dados como idade e local.

2) Efetue a doação: o ChildFund Brasil receberá seu donativo e aplicará em ações para transformar para melhor a vida de quem você selecionou. Prestará contas de maneira séria e transparente do valor investido.

3) Acompanhe: se desejar, você pode se corresponder com a criança ou adolescente que selecionou por meio de cartas, fotos, ligações e até agendar uma visita. Criando e fortalecendo um vínculo que enriquecerá mais a ainda experiência de apadrinhamento do seu afilhado(a).

Não somente a família, como também toda a sociedade deve ajudar para oferecer às crianças uma vida com o mínimo de dignidade. É um valor pequeno, mas que faz uma grande diferença!

Por que apadrinhar? Depoimentos de padrinhos/crianças

Muitas crianças já foram apadrinhadas pelo ChildFund Brasil. Desde 1966, milhares de crianças brasileiras puderam ter uma vida melhor a partir do apadrinhamento. Essas crianças e jovens tiveram a oportunidade de ter acesso à educação, saúde, lazer e convívio social.

E não são só os menores que se beneficiam com o apadrinhamento. Os padrinhos também se sentem felizes por ajudar o próximo. Além do mais, muitos estabelecem um laço de amor com as crianças. Isso reflete diretamente em suas vidas, pois ao doar, eles recebem amor em troca.

Madrinha Bárbara Ghieh

Bárbara Ghieh é uma madrinha que apadrinhou uma criança da Bahia. Leia o seu depoimento a respeito do apadrinhamento:

“Escolhi apadrinhar uma criança de Anagé/BA. A grande maioria das pessoas que moram por lá vivem uma situação de miséria (…) É bem mais que dar presentes ou cartas, é um amor que cresce dentro de você, é um carinho a distância e um laço eterno com aquela criança e sua família. Não tem dinheiro que pague o sentimento de gratidão em poder ajudar e fazer o bem”.

Por este depoimento, podemos ver o quão benéfico é para quem está apadrinhando uma criança. Um vínculo se estabelece entre o padrinho e a criança. O padrinho passa a querer o melhor para seu afilhado. Já a criança se sente grata por ter alguém que a auxilia a sair de uma situação sem muitos recursos e agora poder ter acesso à educação, convívio com pessoas que ajudam no seu desenvolvimento e a momentos de lazer com outras crianças.

Marcos e sua madrinha Ingrid

O ChildFund Brasil atua em mais de 53 municípios brasileiros. No município de Missão Velha no Ceará nasceu e cresceu o Marcos. Ele era inscrito na Associação Comunitária de Assistência à Família (ACOAFA). Esta associação é uma das que recebem apoio do ChildFund Brasil.

Marcos era inscrito na associação, mas só quando foi apadrinhado pela Ingrid é que pode sentir a real importância de ter alguém que se importava com com seus sonhos.

“Depois de algum tempo que estava inscrito, tive a grata notícia que tinha sido apadrinhado por uma mulher, chamada Ingrid. Lembro-me de pular de alegria, pois sempre via a troca de cartas entre as outras crianças e seus padrinhos, sempre muito curioso, tinha vontade de ter esse contato”, conta Marcos ao se lembrar da época de criança.

Ele tinha o sonho de ser Procurador da Justiça do Ceará e hoje, por conta de toda a ajuda que recebeu quando criança e adolescente, e pelo incentivo constante de sua madrinha, é advogado em Tocantins.

As crianças têm sonhos, mas por conta das vulnerabilidades sociais em que vivem, dificilmente conseguem conquistá-los. Mas quando há programas sociais em que elas podem ser incluídas, suas realidades podem mudar para melhor.

Os padrinhos e afilhados podem trocar cartas e até se conhecerem. Então, não é uma simples ajuda financeira. No final, o apadrinhamento transforma ambos os lados e ajuda na criação de novos vínculos emocionais que podem durar para a vida inteira.

Por que apadrinhar pelo ChildFund Brasil?

O ChildFund Brasil é uma organização que tem como objetivo fazer com que crianças e adolescentes possam ter oportunidades melhores de se desenvolverem intelectual e socialmente. Isso é feito a partir do apoio das famílias, de projetos sociais e do apadrinhamento.

Segundo dados do IBGE, em 2018, 5,2 milhões de crianças brasileiras viviam em condições de extrema pobreza. Isso significa dificuldades de acesso à educação, falta de alimentos e itens básicos, pouco apoio familiar para seguirem seus sonhos e, muitas vezes, a necessidade de trabalhar e ajudar em casa.

Mas não são apenas as crianças que vivem na extrema pobreza que não têm seus direitos garantidos. Muitas outras também se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Com o intuito de ajudar esse público, o ChildFund Brasil criou o apadrinhamento infantil. Por meio dele, pessoas altruístas podem se tornar padrinhos ou madrinhas de crianças em situação de vulnerabilidade e, assim, contribuir para o seu desenvolvimento.

Pelo site do ChildFund Brasil, os padrinhos podem escolher uma ou mais crianças para serem seus afilhados. Depois é só contribuir mensalmente para que aquela criança tenha acesso aos seus direitos básicos.

O ChildFund Brasil conta com o apoio de 45 organizações sociais que prestam atendimento às crianças inscritas. Assim, o dinheiro é repassado para as organizações desenvolverem seus projetos sociais.

Sobre o destino do dinheiro vindo do apadrinhamento, o ChildFund Brasil tem total transparência. Por conta dessa característica, o instituto está na lista das 100 melhores ONGs do Brasil, em 2017, 2018 e 2019. Além de ter sido eleita a Melhor ONG na categoria Crianças e Adolescentes.

Conclusão

Neste conteúdo, você viu que tanto o apadrinhamento afetivo como o financeiro são capazes de modificar a vida de crianças e jovens em condições de pobreza e vulnerabilidade social.

O apadrinhamento financeiro é uma modalidade indicada para quem deseja provocar mudanças efetivas e sustentaveis não só na vida de seus afilhados, mas de uma comunidade inteira. Além da doação para uma organização com experiência em desenvolvimento social, você também poderá participar do desenvolvimento do seu afilhado, por meio de cartas, telefonemas e encontros, caso assim deseje.

Viu só, quantas maneiras existem de você fazer o bem ao próximo? Caso também queira transformar a vida de crianças e adolescentes, e auxiliá-las a terem um futuro mais digno e com oportunidades justas, apadrinhe e faça a diferença!

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ChildFund Brasil

O ChildFund Brasil é uma organização de desenvolvimento social que por meio de uma sólida experiência na elaboração e no monitoramento de programas e projetos sociais mobiliza pessoas para a transformação de vidas. Crianças, adolescentes, jovens, famílias e comunidades em situação de risco social são apoiadas para que possam exercer com plenitude o direito à cidadania.

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